quinta-feira, 1 de abril de 2010
Cadê?
Ju esteve recentemente em SP por menos de 24h e conseguimos tomar um cafezinho.
cadê foto, ju??!
Bom, vou tentar twittar minha vida hj: saí da agência onde estava trabalhando para trabalhar de casa tem 2 meses. Não posso reclamar (muito pelo contrário!) do volume de jobs até agora! Com o benefício adicional de estar em casa, com meu gatinho, trabalhando sem camisa e descalço num puta calor e me dedicando a outras coisas do meu interesse: por exemplo: longos almoços e cafés com amigos, ler e escrever. Tenho escrito algumas coisas bacanas, acho. E teatro. Entrei para um grupo, derivado de um curso que fiz no ano passado. O projeto ainda está no começo, tomando forma, mas a ideia é apresentar alguma coisa. Também vou mudar de casa loguinho. Os próximos que vierem visitar já vão ver o apê novo, do ladinho da paulista. E vou morar novamente com meu irmão, depois de 14 anos. Curioso, apreensivo e esperançoso.
Vontade de saber de vcs! Apareçam!
Beijos
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
um trechinho de "sutilezas"
"sutilezas", a peça que co-escrevi com a amiga e parceira nana lacerda, da cia. teatral la mariquita, e que apresentamos no dia 12/11 e apresentaremos no 16/12, é uma colcha de retalhos das memórias da senhora vida, personagem que conduz a história - embora não haja uma sucessão de fatos, e sim muito mais um desfile de ideias e conceitos.
a peça me levou a escrever alguns textos novos e samplear uns bons outros, por questões de tempo e de pertinência mesmo. devo uma explicação melhor, mas por enquanto, segue um trechinho de um dos meus textos. este, no caso, é dito por mim mesmo, como "o narrador".
Debaixo dessa lona que chamamos de céu,
Ou desse céu que chamamos de lona,
Cabem todos os sonhos e pesadelos.
Tem quem fala sem ter razão,
Quem ouve e não presta atenção,
E eu mesmo já vi até, veja você!,
Alguém que amava sem ter coração!
Mas isso... isso não foi no circo, não...
Foi em terra de quem acreditava em ilusão,
Que chamava de inocência o que era confusão,
E aceitou, por diamante, o que não passava de carvão.
E nós,
Que sobre palavras construímos vidas,
O que fazemos com o concreto?